Morre primeira vítima de febre amarela no Paraná em 2019

Um homem de 64 anos, morador de Morretes, no Litoral do Paraná, morreu em um hospital de Curitiba em decorrência da febre amarela nesta quarta-feira (6). O idoso procurou atendimento médico ainda na cidade litorânea, passou por exames e na sequência havia sido transferido para Curitiba de helicóptero. As confirmações de que se tratava de um caso febre amarela e de que o paciente veio a falecer foram repassadas à Gazeta do Povo pela secretaria de Saúde de Morretes, Lúcia Shingo.

A vítima morava na localidade rural de Candonga, em Morretes. Segundo a secretária, o município havia notificado a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) sobre o caso suspeito de febre amarela. Além da transferência para Curitiba, uma amostra de sangue foi enviada para o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) para ser analisado. As confirmações oficiais do estado do Paraná do caso e da morte devem ocorrer somente na quinta-feira (7).

Lúcia ressalta que todas as pessoas entre 9 meses e 59 anos têm orientação para tomar a vacina contra a febre amarela gratuitamente nas unidades básicas de saúde. Em Morretes, são nove postos de saúde, que funcionam das 8 às 12h, e das 13h às 17h – Centro, Sambaqui, Anhaia, Rodeio, Candonga, Porto de Cima, Carambiu, Porto de Cima e América de Baixo . Pessoas a partir das 60 anos precisam apresentar uma prescrição médica que as liberem para ser imunizadas. Com esse documento, receberão a vacina normalmente.

A prefeitura de Morretes ainda informa que na região de Candonga, onde vivia o homem que morreu nesta quarta-feira, está sendo intensificada a vacinação com o encaminhamento de equipes especializadas.

Macacos

Esse caso ocorre quatro dias depois de a prefeitura de Morretes confirmar a morte de um macaco causada por febre amarela. O animal contaminado foi encontrado na região de São João da Graciosa – região diferente da que vivia o idoso que morreu – e a confirmação do motivo da morte foi dada no último sábado (2).

Antes dessa morte, outros cinco casos de febre amarela foram confirmados no Paraná: em Antonina e Campina Grande do Sul – nesses dois a contaminação ocorreu em Guaraqueçaba –, Adrianópolis e Curitiba.

Sintomas e transmissão

O principal sintoma da doença é o início repentino de febre. Outras condições também estão associadas, como dor de cabeça, náusea, vômitos, dor articular, dor abdominal, dor lombar, icterícia ou hemorragias.

A doença é transmitida pela picada de mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes (febre amarela silvestre) e Aedes aegypti (febre amarela urbana), que carregam o vírus. Os macacos não transmitem a doença e são contaminados da mesma forma que os humanos. Os animais são sentinelas e podem indicar a presença da doença. Mesmo com suspeitas de contaminação, eles não devem ser mortos.

Vacina em Curitiba

A vacina da febre amarela é oferecida em 110 unidades de saúde de Curitiba, de segunda à sexta-feira. Além disso, algumas unidades vem abrindo aos sábados, de acordo com um cronograma pré-estabelecido, para oferecer a vacina.

Ao todo, 700 mil já pessoas foram imunizadas na capital nos últimos dez anos, o equivalente a cerca de 42% da população. Só neste ano, foram aplicadas de 1 de janeiro até 22 de fevereiro, 167.656 doses da vacina. A imunização é mais um fator que contribui para que Curitiba siga sem a circulação do vírus.

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