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Governo Bolsonaro enfrenta hoje protestos em todo país

O governo Jair Bolsonaro enfrenta nesta quarta-feira (15) o primeiro grande protesto nas ruas das principais cidades de 26 estados e no Distrito Federal. Professores, estudantes e trabalhadores da educação devem ir às ruas em defesa das universidades federais, da pesquisa científica e do investimento na educação básica.

Em Curitiba, as manifestações acontecem ao longo do dia na Praça Santos Andrade, região central da cidade. Há protestos previstos também entre os metalúrgicos  em defesa da Educação Pública e da Aposentadoria.

Neste quarta, segundo o Sindicato do Metalúrgicos da Grande Curitiba, cerca de 20 mil metalúrgicos da Renault, Volkswagen, CNH, Bosch, Volvo, Brafer, Pic da Audi e de outras grandes empresas vão participar da mobilização.  O movimento começou já nas primeiras horas da manhã e deve se repetir durante todo o dia nas entradas dos demais turnos.

O ato também vai intensificar a Greve Geral dos professores em resposta aos cortes na educação anunciados pelo Governo Federal na semana passada, quando foram bloqueados 30% das verbas de custeio das universidades e outros R$ 7,4 bilhões que afeta gastos previstos desde a educação infantil até os programas de fomento à pós-graduação.

“A educação pública é a base de tudo no Brasil e não podemos abrir mão dela! Hoje é ela quem atende mais de 90% de toda a população de todas as faixas de idade no país e cortar estas verbas significaria além de um retrocesso muito grande, também um prejuízo enorme para o nosso futuro”, destacou Sérgio Butka, presidente do SMC.

Movimentação no início da manhã na Praça Santos Andrade – Foto: Banda B

Santos Andrade

Os metalúrgicos da Grande Curitiba vão participar da mobilização na Praça Santos Andrade, às 17h30, junto com professores, estudantes e demais categorias de trabalhadores. Antes, já às 8h30 também haverá mobilização na praça de outras categorias.

Os protestos também servem como um balão de ensaio para uma greve nacional dos trabalhadores, convocada por centrais sindicais para o dia 14 de junho.

Entenda os motivos

As manifestações desta quarta-feira ocorrem após o anúncio de cortes e bloqueios pelo ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro.

Recursos para todas as etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação, foram reduzidos ou congelados. A medida inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.

O bloqueio total de despesas do MEC (Ministério da Educação) anunciado até agora é de R$ 7,4 bilhões. Nas universidades federais, chega a R$ 2 bilhões, o que representa 30% da verba discricionária (que não inclui salários, por exemplo).

Nesta terça-feira (14), Weintraub disse que não descarta novos bloqueios no orçamento da pasta após previsão de crescimento menor da economia.

 
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