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Quem são os colegas de prisão de Lula em Curitiba; confira a lista

11/04/18 15:04

Se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pudesse se encontrar com seus novos vizinhos na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, seria difícil evitar um certo constrangimento. Ele encontraria ali ex-amigos que foram diretamente responsáveis pela sua atual situação.

Um deles é Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, que disse em depoimento que o tríplex que a empresa reformou no Guarujá pertencia, sim, ao ex-presidente – algo que sua defesa nega. Outro é o ex-ministro da Fazenda e ex-braço direito de Lula, Antonio Palocci, que afirmou ao juiz Sergio Moro que o ex-presidente tinha um “pacto de sangue” com a construtora Odebrecht.

Lula, no entanto, não deverá ter contato com nenhum deles.

O líder petista, que foi citado por alguns em suas delações premiadas na Lava Jato, está em uma sala especialmente adaptada para recebê-lo no centro do prédio, afastado da carceragem onde estão os demais presos.

Lula também terá direito a uma hora a mais de banho de sol, em horário diferente dos outros presos, justamente para que eles não tenham contato.

O ex-presidente faz as mesmas refeições que os outros presos, mas ainda não teve banho de sol desde que chegou à PF. Segundo seu advogado, Cristiani Zanin, isso ainda sera definido.

Confira quem são os outros presos da Lava Jato no mesmo lugar que Lula:

Antônio Palocci

Um dos aliados mais próximos de Lula e interlocutor entre o ex-presidente e o mercado, Palocci é tido como o responsável pelo maior golpe sofrido por Lula na Lava Jato. Palocci foi ministro da Fazenda na gestão Lula e ministro-chefe da Casa Civil no primeiro governo de Dilma Rousseff.

Ele está preso em Curitiba desde 2016, e foi condenado em primeira instância pelo juiz Sergio Moro em 2017 a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Léo Pinheiro

O ex-presidente da construtora OAS, cujo nome é José Adelmário Pinheiro, também foi condenado em segunda instância por corrupção ativa e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

Para os investigadores, a empreiteira OAS teria dado um apartamento tríplex no Guarujá (SP) a Lula como forma de propina para obter vantagens em contratos públicos da Petrobras. Embora não tenha fechado acordo de delação ainda, Léo Pinheiro já teve penas reduzidas por colaborar com a Justiça.

Em um de seus depoimentos ao juiz Sérgio Moro, Pinheiro disse que o apartamento no litoral paulista era sim destinado a Lula, o que o ex-presidente nega. Conhecido por manter amizade com Lula, Pinheiro inicialmente negou a participação de Lula no esquema criminosos.

Renato Duque

Até o momento, o ex-diretor de Serviços da Petrobras tem uma das penas mais altas aplicada na Lava Jato. Somados os processos em que está envolvido, sua pena chega a 84 anos e três meses.

Ele foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo juiz Sergio Moro, pelo recebimento de propina em contratos da Petrobras com a construtora Andrade Gutierrez.

No TRF-4, sua pena por esse crime foi aumentada de 20 anos e oito meses para 43 anos e nove meses.

Ele está envolvido em mais dois processos de corrupção, relacionados com a fraude de licitações da Petrobras. Em um deles, sua pena aumentou de 10 anos para 21 anos e quatro meses, por corrupção passiva.

O outro está suspenso, mas Duque já foi condenado em primeira instância a 20 anos e três meses de prisão.

Agenor Franklin Medeiros

O ex-executivo da empreiteira OAS foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Sua pena total foi de 26 anos e sete meses de prisão.

No caso tríplex, o mesmo de Lula, Medeiros foi condenado a um ano e dez meses de prisão por corrupção ativa. Moro determinou que ele começasse a cumprir pena em setembro de 2017, após a condenação em segunda instância.

Em seu depoimento à PF, Medeiros disse que a OAS, assim como a empreiteira Odebrecht, tinha uma área responsável por controlar o pagamento de “vantagens indevidas” a políticos.

Adir Assad

O empresário tem um dos “currículos” mais extensos entre os presos em Curitiba. Além de já ter sido envolvido em outros escândalos de corrupção, como a investigação sobre a atuação do empresário de jogo do bicho Carlinhos Cachoeira, Assad foi investigado em três desdobramentos da Lava Jato.

Ele é acusado de ser um operador de propinas que usava empresas de fachada para lavar dinheiro e distribuir pagamentos a funcionários da Petrobras, políticos e empreiteiros.

José Antônio de Jesus

Ex-gerente da Transpetro – subsidiária da Petrobras que atua na área de Transporte -, José Antônio de Jesus foi preso temporariamente pela Polícia Federal em novembro de 2017, na Operação Sothis, a 47ª fase da Lava Jato.

Bruno Luz

O lobista Bruno Luz é apontado pela PF como um operador financeiro ligado ao PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, juntamente com seu pai, Jorge Luz, que chegou a ser chamado de “o operador dos operadores”

Helio Ogama

Ogama era diretor-presidente da concessionária de rodovias Triunfo Econorte, suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro. Ele foi preso na 48ª fase da Lava Jato, a Operação Integração, que foi a primeira de 2018.

Leonardo Guerra

Também preso na Operação Integração, Guerra era sócio e principal administrador da empresa Rio Tibagi, subsidiária da Triunfo Econorte.

Por: João Luiz Garcia (Tiguera)
Fonte e foto: BBC/Brasil



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