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Celular no trânsito é tão perigoso quanto beber e dirigir, diz coordenador de programas educativos do Detran-PR

23/11/18 13:11

O uso do celular no trânsito pode ter impacto tão perigoso quanto ao da embriaguez ao volante. O alerta é da Coordenadoria de Programas Educativos para o Trânsito do Detran-PR, responsável por ações e abordagens educativas em todo o Paraná. Em entrevista ao Jornal da Banda B, 2ª Edição, com apresentação de Geovane Barreiro, o coordenador dos programas educativos Larson Orlando defende que ambos comportamentos no trânsito são altamente perigosos. “É basicamente o mesmo risco você beber e dirigir e utilizar o celular no trânsito. A perda de atenção é a mesma e o motorista fica focado cerca de 40% da atenção desviada para a tela do celular enquanto está manuseando ou atendendo a uma ligação”, explicou.

O comportamento do motorista é alvo de estudos e ações educativas em programas específicos para educação no trânsito, desenvolvidos pelo Detran-PR. “A pessoa que bebe e dirige fica com o raciocínio para tomar uma decisão mais lento, a pessoa acha que bebendo fica mais esperta, mas pelo contrário, ela retarda o reflexo e isso pode influenciar em uma tomada de decisão para um acidente, atropelamento. Já o excesso de velocidade acaba retardando a tua reação frente a um acidente, o tempo que teria para reduzir a velocidade acaba sendo incompreendido nesse espaço”, descreve Larson, ao vivo durante a apresentação do Jornal da Banda B.

Parte do trânsito, o pedestre também precisa estar atento aos costumes de ir e vir pelas ruas da cidade. “Ele anda muito distraído, por incrível que pareça. Não falar e digitar no celular enquanto caminha são atitudes exemplares. Atravessar em faixas, passarelas, ver e ser visto, se certificar que o motorista está o enxergando, caminhar longe das bordas das ruas. O pedestre que caminha digitando no celular tem 80% da atenção reduzida, é um risco de ele ser atropelado e de causar um acidente, porque o motorista, para não atropelá-lo, pode causar um outro acidente seríssimo”, destaca o coordenador dos programas educativos do Detran-PR, Larson Orlando.

Assim como os pedestres, motociclistas e ciclistas também são considerados agentes mais vulneráveis no trânsito, pela ausência de proteção externa. “Justamente por isso precisam sempre sinalizar a intenção, de virar, dobrar, fazer uma conversão, com o braço. Preferir pedalar sempre em ciclovias, em ruas calmas, nunca pedalar na contramão, sempre na direção dos veículos, não usar fone de ouvido, celular, nunca pegar ‘carona’ com ônibus ou caminhões, cuidar com veículos estacionados por causa das portas que podem se abrir. É preciso usar aparelhos de segurança na bicicleta, espelhos, dispositivo refletivo noturno, campainha, justamente, para promover a segurança dele”, detalha o coordenador.

Ações
Justamente para o desenvolvimento de um trânsito mais seguro, a Coordenadoria atua por meio de ações conjuntas que visa interferência em motoristas, motociclistas, caminhoneiros, ciclistas e pedestres. “Em conjunto com outros órgãos de trânsito, procuramos fazer com que a educação no trânsito tenha ênfase voltada à reflexão sobre o que eu posso fazer para melhorar o trânsito. Claro, como envolve mudança de comportamento, é um trabalho a ser desenvolvido quase diariamente, por meio de campanhas presenciais, redes sociais, meios de comunicação. Cuidamos de uma maneira harmoniosa dessas campanhas de educação no trânsito”, destacou coordenador dos programas educativos Larson Orlando.

Na prática, Batalhão de Polícia de Trânsito (Bptran), Polícia Rodoviária Federal e Estadual (PRF/PRE), grupos de escoteiros, Motoclubes, entre outras entidades, estão envolvidos com as ações realizadas pela Coordenadoria de Programas Educativos do Detran-PR.

Por meio de um calendário estipulado pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), entre datas municipais e estaduais, a equipe da Coordenadoria realiza palestras, blitzes educativas, abordagens a pedestres, as chamadas ‘Operação Verão’ e ‘Conhecendo o Detran’, que leva estudantes da rede pública para conhecer os departamentos de trânsito e o Bptran. “Temos cartilhas voltadas à educação infantil para estimular a criança a entrar no trânsito de forma consciente, também para educar o adulto. Quando essa criança chama atenção de um adulto, ele acaba tendo uma reflexão maior”, acredita Larson.

Temas
Toda a ação desenvolvida pela Coordenadoria de Programas Educativas para o Trânsito do Detran-PR é estudada pela equipe mediante a temas mais relevantes para a educação. “Desenvolvemos, junto com uma agência, alguns temas que são mais recorrentes quanto às questões do trânsito, que são o uso do capacete, do celular, como o pedestre deve se comportar ao atravessar uma rua, o excesso de velocidade, ciclista, álcool e cinto de segurança”, destacou.

Números e dados estatísticos têm sido um aliado às campanhas de educação. “De janeiro até junho, foram feitas 51 mil multas de celular aqui no estado do Paraná. Ainda, 5 mil multas por causa do álcool, 750 mil relativas à velocidade. São números que nos conduzem a uma realidade em que devemos tomar uma providência”, disse coordenador dos programas educativos Larson Orlando.

Vítimas fatais
Por ano, 50 mil pessoas morrem no trânsito em todo país, o que reflete, em média a um número alarmante – 125 pessoas mortas por dia. “Costumo comparar a um Boeing pelo número de vítimas. É um avião que cai no Brasil todos os dias. E não temos a mesma repercussão como temos quando um Boeing cai. Parece que não damos importância, justamente, porque esse número sobe somado às pessoas que morreram no hospital, a caminho do hospital, em casa por decorrência do acidente. Elas não estão na estatísticas. Somando isso, cerca de 300 pessoas morrem por dia no trânsito”, lamenta.

O coordenador ainda confirma que 60% dos leitos em hospitais de todo país, regidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são destinados à vítimas de trânsito. “E explico aqui que o termo vítima vem do latim victus e victimia, que significa ‘dominado’ e ‘vencido’. Ou seja, ele é derrotado por algo que ele deveria saber, um pedestre deve saber atravessar uma rua, o motorista, motociclista devem saber os seus diretos e deveres”, explicou Larson.

Visitas
Para promover educação no trânsito em diversos âmbitos, uma equipe da Coordenadoria de Programas Educativos para o Trânsito do Detran-PR também realiza ações externas. “São palestras em empresas que têm interesse na segurança do trânsito, direção defensiva, primeiros socorros, comportamento seguro, relacionamento interpessoal. Temos um canal, onde as empresas podem entrar em contato conosco, temos vários profissionais capacitados para levar essas informações a quem queira”, finalizou. Para empresas interessadas, o contato da Coordenadoria pode ser feito por meio do endereço eletrônico: educacao@detran.pr.gov.br

Por: João Luiz Garcia (Tiguera)
Fonte: Banda B
Foto: Reprodução



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