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DIOCESE DE PALMAS- FRANCISCO BELTRÃO COMPLETA 59 ANOS DE FUNDAÇÃO.

14/01/17 19:01

Dom Carlos, Dom Agostinho, Dom José e Dom Edgar: Quatro capítulos que contam os 59 anos da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão.

A Diocese de Palmas/Francisco Beltrão completa neste sábado (14), 59 anos de sua fundação. Em 14 de janeiro de 1958, o Papa Pio XII, através da Bula “Quoniam Venerabilis Frater”, suprimia a Prelazia de Palmas, criando as dioceses de Palmas e Chapecó. Em 11 de abril daquele ano, Dom Carlos Eduardo de Sabóia Bandeira de Mello era nomeado 1º Bispo da Diocese paranaense.
No entanto, a história da Igreja na região iniciou muito antes. O começo foi em 1836. Na chegada dos bandeirantes aos Campos de Palmas, em pleno 06 de agosto, dia da Festa de Transfiguração do Senhor, o padre Ponciano José de Araújo confirmou que o padroeiro deste torrão seria o Senhor Bom Jesus da Coluna. Pertencente à Diocese de São Paulo, mas atendida por Ponta Grossa e Guarapuava, em 28 de fevereiro de 1855, Palmas foi elevada à categoria de Freguesia, status atual de uma paróquia.
O primeiro vigário de Palmas foi o padre Francisco Pimenta, em 1836. Entre 1903 e 1964, a paróquia esteve sob a responsabilidade dos Padres Franciscanos. No dia 27 de abril de 1892, o Papa Leão XIII passava Palmas para a Diocese de Ponta Grossa, onde permaneceu até 17 de janeiro de 1927, quando Pio XI decretou que a Freguesia de Palmas pertencesse à Diocese de Lages, no Estado de Santa Catarina.
Quase sete anos depois, em 09 de dezembro de 1933, o mesmo Papa Pio XI criava a Prelazia de Palmas. De acordo com o Código de Direito Canônico, Prelazia é “uma determinada porção do povo de Deus, territorialmente delimitada, cujo cuidado, por circunstâncias especiais, é confiado a um Prelado ou Abade, que governa como seu próprio pastor, à semelhança do Bispo Diocesano”.
O território da Prelazia abrangia parte dos municípios de União da Vitória e Pinhão e todo o Sudoeste do Paraná passando por todo o Extremo Oeste de Santa Catarina até Chapecó. Dom Antonio Mazzaroto (1890-1980), Bispo de Ponta Grossa, foi o primeiro Administrador Apostólico da Prelazia, ao assumir em 07 de maio de 1934. Pouco mais de dois anos depois, em agosto de 1936, o Papa nomeava Monsenhor Frei Carlos Eduardo Saboia Bandeira de Mello para a administração da Prelazia de Palmas, que ele assumiria com calorosa recepção em 12 de dezembro daquele ano.
Em dezembro de 1947, Monsenhor Frei Carlos Eduardo era nomeado pelo Papa Pio XII, Bispo titular de Girba, na Itália, e Bispo Prelado de Palmas. A sua sagração episcopal ocorreu no dia 14 de março de 1948, em Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, sua terra natal. Dom Carlos assume como Bispo Prelado de Palmas em 01º de maio de 1948, com grande festa por toda a cidade.
As movimentações para a constituição da Diocese de Palmas tiveram inicio em 1949, sendo concretizada em 1958. O vigário da paróquia, Frei Casimiro Vincenz, conclamou a população palmense à contribuir para que a Prelazia alcançasse a categoria de Bispado. Para isso, era necessária, por determinação da Santa Sé, a fundação do patrimônio do Bispado, a construção do Palácio Episcopal e a edificação do Seminário Diocesano.
Ao tomar conhecimento da iniciativa, Dom Carlos encaminhou uma carta aberta à população, explicando a necessidade das construção de um patrimônio e a possibilidade da elevação à Diocese. No entanto, destacava que naquela ocasião, Roma ainda não havia oficializado qualquer pretensão com relação à Prelazia, mas reconheceu que era importante que Palmas se preparasse para o futuro. Em 1953 a Nunciatura Apostólica começa a analisar os trabalhos e os dados da área de abrangência da Prelazia, confirmando em 1955 a intenção de transformar Palmas em sede de Diocese.
Naquele ano inicia a Campanha Pró Patrimônio para a garantia da subsistência da Diocese em meio à todos os trabalhos e despesas despendidas. Dom Carlos convocava a população para abraçar a causa, pois a “formação de um Bispado não depende só do desenvolvimento cultural e religioso, nem só da vontade do Sumo Pontífice Romano, mas também do interesse do povo.” Povo esse, que por meio de donativos e doações, contribuiu de maneira efetiva para a tão sonhada Diocese. O Governo do Paraná doou 1 mil alqueires para o Patrimônio, que por determinação do Vaticano, deveria alcançar CR$ 1 milhão (cruzeiros), além da construção do Palácio e do Seminário.
No entanto, uma série de incertezas e discussões judiciais cercaram a elevação da Prelazia. Em dezembro de 1956, ao retornar de Curitiba, Dom Carlos, em tom de desabafo e pessimismo, alertava que “houve tramas contra Palmas”, além de destacar a falta de interesse em empenho da própria administração municipal sobre a temática. “A conclusão que lá fora tiram é que em Palmas há lábia mas não interesse e iniciativa”, reclamava o Bispo. Outro ponto discutido era a decisão Nunciatura em fundar também a Diocese de Chapecó, respeitando as divisas estaduais, fato que inicialmente, não agradou o Prelado.
Após resolvidas as diferenças, com a união de forças políticas e religiosas, uma comissão deslocou-se ao Rio de Janeiro para realizar a entrega dos documentos referentes ao patrimônio diocesano à Nunciatura Apostólica. Em fevereiro de 1957, Dom Carlos novamente conclama os palmenses para o inicio da construção do Palácio Episcopal e do Seminário. Em junho era lançada a Pedra Fundamental do Palácio da Coluna do Senhor Bom Jesus de Palmas, inaugurado em 1966. Pela Bula “Quoniam Venerabilis Frater”, em 14 de janeiro de 1958, o Papa Pio XII eleva a Prelazia de Palmas à Diocese, criando também a Diocese de Chapecó.
A instalação oficial ocorreu em 14 de março de 1959, em celebração presidida pelo Núncio Apostólico Dom Armando Lombardi, na presença de autoridades da Igreja, do governador Moysés Lupion e demais membros do Executivo do Estado, além da população palmense, que acompanhou também a posse de Dom Carlos como primeiro Bispo da nova Diocese.

Dom Carlos faleceu no dia 07 de fevereiro de 1969, aos 66 anos. Até a nomeação do novo Bispo Diocesano, a Santa Sé designou o então Bispo de Ponta Grossa, Dom Geraldo Pelanda, como Administrador Diocesano. Em 16 de fevereiro de 1970, o Papa Paulo VI nomeou o então Frei Agostinho José Sartori como Bispo de Palmas. A sua ordenação episcopal ocorreu no dia 26 de abril de 1970, em Curitiba, e sua posse na Diocese, no dia 14 de junho daquele ano.

Dom Agostinho ficou à frente da Diocese por 35 anos. Em 07 de janeiro de 1987, pelo Decreto “Cum urbis” da Sagrada Congregação para os Bispos, passou a denominar-se Diocese de Palmas-Francisco Beltrão.

Em 1996, o era nomeado Bispo Auxiliar de Palmas–Francisco Beltrão, Dom Luís Vicente Bernetti. Sua Ordenação Episcopal foi no dia 25 de agosto de 1996 e sua posse foi dia 01 de setembro de 1996. No dia 02 de fevereiro de 2005, Dom Luís era nomeado pelo Papa João Paulo II Bispo Diocesano de Apucarana, no Norte do Paraná, onde atualmente ocupa o cargo de Bispo Emérito.

Ainda em 2005, Dom Agostinho renuncia o episcopado por limite de idade, conforme o Código de Direito Canônico, tornando-se Bispo Emérito, posto ocupado até o seu falecimento em 06 de junho de 2012.
Entre 2005 e 2015 a Diocese de Palmas-Francisco Beltrão esteve sob a condução de Dom José Antonio Peruzzo. A sua nomeação pelo Papa Bento XVI ocorreu no dia 24 de agosto de 2005. No dia 23 de novembro daquele ano, na Catedral Nossa Senhora Aparecida da Arquidiocese de Cascavel, sua terra natal, Dom José recebeu sua ordenação episcopal e nos dias 09 e 11 de dezembro tomou posse na Concatedral de Beltrão e na Catedral de Palmas.

Coincidentemente, no dia 07 janeiro de 2015, quando completavam-se 28 anos da Sagração de Francisco Beltrão como sub-sede da Diocese, o Papa Francisco nomeou Dom José Arcebispo de Curitiba, onde tomou posse no dia 19 de março. A partir de então, o padre Geraldo Macagnan passou a responder pela administração da Diocese.

A nomeação do 4º Bispo de Palmas ocorreu em 27 de abril de 2016, quando o Papa Francisco ordenou o padre Edgar Xavier Ertl para o posto. A celebração de ordenação e posse de Dom Edgar foi realizada no dia 23 de julho, na Concatedral Nossa Senhora Glória, em Francisco Beltrão. No dia seguinte, Dom Edgar assumiu sua cátedra em Palmas, na Catedral do Senhor Bom Jesus.

Fontes de pesquisa: Dom Carlos Eduardo de Sabóia Bandeira de Mello : Biografia Documental/ Organizadores: Adilson Miranda Mendes; Eloyna Ribas Rodrigues; João Paulo Rocha Filho. Palmas: CPEA, 2002 e Biblioteca Nacional.

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