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Mulher suspeita de assassinar filhos é liberada pela justiça.

10/02/17 19:02

O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná concedeu Habeas Corpus para Marli Cavalheiro Risso, suspeita de ter assassinado três filhos recém-nascidos. Os crimes teriam ocorrido nos anos de 2010, 2013 e 2016, nas cidades de Nova prata do Iguaçu e Salto do Lontra.
Marli foi liberada na noite de sexta-feira, 3, às 23 horas, do setor de carceragem da 19ª SDP. A decisão do TJ foi unânime, com a condição que ela respeite algumas medidas cautelares.
Ela terá que se apresentar todas as sextas-feiras, ao juízo da Comarca, dando conta de seu domicílio e ocupação; bem como determinou que o Ministério Público e o Conselho Tutelar procedam acompanhamento específico da conduta futura da acusada, assim como a situação em que se encontram seus filhos.
Relembre o caso:
Polícia Civil conclui inquérito sobre mãe acusada de matar três filhos.
A Polícia Civil concluiu, semana passada, o inquérito policial que apurou o assassinato de, pelo menos, três recém-nascidos nas cidades de Salto do Lontra e Nova Prata do Iguaçu, no sudoeste do Estado, entre os anos de 2010 e 2016.
Os crimes foram cometidos pela mãe das crianças, Marli Cavalheiro Risso, que foi presa depois que a polícia tomou conhecimento do último crime, cometido no dia 30 de dezembro de 2016. Dois dias depois de ter o filho, Marli matou o bebê asfixiado e jogou dentro de uma fossa nos fundos de sua residência em Salto do Lontra. Detida, ela confessou o crime e revelou ter feito o mesmo com outro filho, em 2013. Além disso, a policia constatou no decorrer da investigação que a mãe teria assassinado outra criança em 2010 na cidade de Nova Prata do Iguaçu.
De acordo com o delegado Ricardo Faria dos Santos, adjunto da 19ª SDP (Subdivisão Policial de Francisco Beltrão), que coordenou a investigação, a polícia teve acesso aos prontuários médicos relacionados aos três casos, os quais apontam que crianças nasceram vivas. No entanto, a mãe nega que tenha feito o mesmo em 2010.
No depoimento, disse à polícia que não lembra sequer da gestação. “Ela declarou que nunca esteve grávida em 2010, mas conseguimos comprovar por meio do prontuário, inclusive do pré-natal feito, o que nos dá absoluta certeza que ela cometeu o primeiro crime naquele ano”, adiantou. Ainda durante o processo de investigação ficou comprovada a participação do marido, Laudecir Aguiar – popular “Bilo”. Era ele o responsável por ocultar os cadáveres. Laudecir teve a prisão decretada pela justiça, mas não foi encontrado pela Polícia Civil. “Fizemos diligências a semana toda. Estivemos em Dois Vizinhos e São Jorge D’ Oeste, possíveis paradeiros dele, mas não tivemos êxito em encontra-lo, portanto ele é considerado foragido da justiça”, revelou o delegado.
Marli foi autuado por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, asfixia e impossibilidade de defesa das vítimas). A pena para esse tipo de crime, segundo o delegado, varia de 12 a 30 anos com agravante da ocultação de cadáver, cuja pena varia entre um e três anos. Considerado que são três crimes, a pena em caso de condenação pode passar de 100 anos de prisão. Marli permanece presa à disposição da justiça. Por questões de segurança, a Polícia Civil removeu ela de Salto do Lontra para outra delegacia da região.
Por Portal RBJ




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