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Após 10 anos da Lei do Saneamento, Paraná atinge 71% de coleta de esgoto, mas ainda possui 3 milhões de pessoas sem acesso ao serviço.

22/03/17 21:03

O Estado do Paraná atingiu 71% de coleta de esgoto, mas ainda possui mais de 3 milhões de pessoas sem acesso ao serviço, utilizando fossa séptica não conectada à rede, fossa rudimentar ou outros meios. Este dado integra o estudo da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - ABES “Situação do Saneamento Básico no Brasil – uma análise com base na PNAD 2015”, sobre os serviços de abastecimento de água, esgota7mento sanitário, coleta de lixo e filtro de água no Brasil, em um comparativo 2014/2015. Todas as informações têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anualmente.
Veja a seguir alguns dos dados do estudo:
Abastecimento de água
O Estado registrou em 2015 uma cobertura de água de 90,6%, com 3,5 milhões de domicílios atendidos.
Esgotamento sanitário por rede
O esgotamento sanitário na região Sul, em 2015, registrou o atendimento de 65,1% dos domicílios, segunda melhor cobertura entre as regiões do país, atrás apenas da Região Sudeste. No Paraná, a cobertura é de 71%. Com esse indicador, mais de 3 milhões de pessoas permanecem sem acesso ao serviço no Estado, esgotando via fossa séptica não conectada à rede, fossa rudimentar ou outros meios.
Coleta de lixo e filtros de água
Em 2015, o serviço de coleta de lixo no Estado apresentou um aumento relativo de 1,1% com relação a 2014, atingindo uma cobertura de 93,9%. Quanto aos filtros de água, o aumento foi de 3,6% no uso dos equipamentos, quando foi registrado o uso por 1,2 milhão de residências.
“Apesar de sua irrefutável importância, infelizmente o saneamento ainda é um dos segmentos mais atrasados da infraestrutura brasileira. Em uma escala de desenvolvimento e competitividade, o saneamento só ganha do segmento dos portos, perdendo para rodovias, ferrovias, aeroportos, energia e telecomunicações”, ressalta o presidente da ABES, “Roberval Tavares de Souza.
O engenheiro frisa que hoje, no país, há mais escolas públicas com acesso à internet do que com saneamento: 41%, contra 36%, respectivamente. “Não desmerecendo a relevância do acesso à internet, sobretudo nos dias hoje, o fato de termos mais da metade das escolas do país sem coleta de esgoto, um terço delas sem rede de água e um quarto sem coleta de lixo demonstra a inversão de prioridades por parte de nossos gestores, nos mostra como o saneamento vem sendo relegado nos últimos anos. O Brasil precisa urgentemente tornar o saneamento prioridade. Saneamento deve ser prioridade de Estado e não de governo”
Por Valdenir Lima




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