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A força do Espírito Santo

Estamos passando por um período de caos e de crise, o que não é, necessariamente, mau. A crise é um desafio ao crescimento. O caos antecede a criação, com a condição imprescindível de que o Espírito de Deus esteja pairando sobre ele. Precisamos de alguém que leve embora nossos corações de pedra e nos dê um coração de carne. Precisamos de entusiasmo, inspiração, coragem e força espiritual. Precisamos perseverar em nossas tarefas sem desânimo, nem cinismos, com nova fé no futuro e nas pessoas com quem convivemos e às quais servimos. Mas, para isso, em outras palavras, precisamos de uma nova infusão do Espírito Santo. Devemos recolher-nos, com a mesma atitude e expectativa dos apóstolos, ao se recolherem ao Cenáculo, antes de Pentecostes. Por isso, neste tempo, intensifiquemos a nossa oração.

         Hoje, enfrentamos problemas semelhantes ao que os apóstolos enfrentaram. Jesus deu-lhes instruções sobre como receber o Espírito Santo, dizendo-lhes: “Esperai até o cumprimento da promessa do Pai e recebereis um poder quando o Espírito Santo descer sobre vós”.

         Jesus disse: esperai. Não podemos produzir o Espírito. Só podemos esperar sua vinda. E isso é algo que nossa pobre natureza humana acha muito difícil fazer em nosso mundo moderno. Não sabemos ficar quietos. Por isso, seja este um tempo de espera e de oração para que o Senhor nos envie o seu Espírito.

         Disse Jesus: “Recebereis um poder...” Receber é a palavra exata. Jesus não supõe que vamos produzir poder, porque esse tipo de poder não pode ser produzido, por mais que tentemos. Só pode ser recebido. É essa a razão pela qual precisamos de muito silêncio, de muita oração e, constantemente, colocarmo-nos nas mãos de Deus. Este é o poder que faz com que recebamos de Deus aquilo que dele esperamos.

Falar do Espírito e celebrar Pentecostes é, portanto, celebrar a vida. Ele é o Sopro último, o Dinamismo vital que pulsa em todas as expressões de vida que podemos ver e que nelas se manifesta. Não há nada onde não possamos percebê-lo, nada que não nos fale d’Ele. Ele é o “ambiente de realização do ser humano”, porque n’Ele a vida adquire profundidade, consistência, dando-nos firmeza à vontade, equilíbrio aos sentimentos e iluminação à mente. Não é estranho que, com o Espírito, Jesus envia seus discípulos em missão: é o mesmo Espírito – seu sopro – aquele que quer manifestar-se em nós e quer que nos deixemos conduzir por Ele, como aconteceu com Jesus.

Creia no Espírito Santo, pois sem o Espírito Santo Deus está distante, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é tirania, a missão é propaganda, a liturgia é algo arcaico e a vida cristã é uma moral de escravos. Mas, no Espírito, o mundo é enobrecido pela iluminação do Reino, o ser humano luta contra o egoísmo, o Cristo ressuscitado se faz presente, o Evangelho é uma força vivificadora, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade se transforma em serviço, a liturgia é celebração de vida e a ação humana é de caridade. Pois todo sentimento pessimista foi vencido com a força de Pentecostes! Por isso, neste final de semana, Solenidade de Pentecostes, rezemos para que a força do Espírito Santo nos conduza no caminho da Unidade e da paz e nos guie na missão evangelizadora da Igreja.

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