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História de jovem de Coronel Vivida é exemplo de superação para a sociedade

Essa história começou em 1998 com a falta de oxigênio no cérebro durante o parto. Foram 29 dias com cuidados especiais no hospital. Após alta começaram os desafios, as sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e equoterapia, que contribuíram satisfatoriamente para o desenvolvimento físico de Joan Theodoro Sozo, 21 anos, formando em Direito, da cidade de Coronel Vivida-PR.

O diagnóstico médico apontava para uma vida de total dependência e vegetativa. Para a medicina não havia muita coisa a fazer. Mas seus pais, Analice Theodoro e Jovani Sozo, passaram a fazer de tudo para que o filho superasse os obstáculos da sobrevivência. “Hoje ele é um exemplo de vida para todos nós. Foi superação, força de vontade e determinação. Nunca ele falou que não queria continuar nenhum tratamento. Nunca disse não quero ou estou cansado. Sempre procurou se ajudar e superar. E um dos resultados é a formatura logo mais em Direito. Quando recebemos o diagnostico decidimos ajudá-lo e passamos a fazer tudo o que tivesse a nosso alcançasse para que ele pudesse ter uma vida normal. Nós não sabíamos ao certo quais seriam suas limitações. Os primeiros meses foram muito complicados, pois não sabíamos como lidar com a situação. O médico disse que ele poderia ser um vegetativo para o resto da vida”, conta a mãe.

Reabilitação continua

Cada fase de sua vida foi acompanhada pelos pais e sempre contando com apoio profissional especializado. Aos 3 anos de idade Joan começou a frequentar a escola regular. Por cinco anos necessitou de cadeira de rodas. Suas limitações nunca foram um obstáculo, mas precisou de algumas adaptações, conforme iam surgindo as necessidades. Bicicleta, mesa de estudos, andador e teclado para o computador, tudo adaptado. 

A dedicação e o empenho de Joan, de sua família e dos profissionais envolvidos possibilitaram o uso do computador adaptado com uma colmeia, o que permitiu realizar tarefas e avaliações escolares normalmente. Todos na turma sempre colaboraram e compreenderam as suas necessidades. A parceria entre família e escola foram de grande importância. Na casa familiar foram eliminadas as barreiras arquitetônicas para auxiliar na sua independência.

As terapias e adaptações foram e são importantes, mas o grande diferencial é o amor. O Joan até hoje conta com auxílio de seus pais para alimentação. As vezes precisa do apoio para subir e descer escadas. Ele caminha sozinho e fala com dificuldades. Gosta de ler e tem grande facilidade de compreensão e argumentação. Entra e sai sozinho do carro e da van que o transporta para a universidade. É muito dedicado aos estudos. Entusiasmado e alegre.

É uma pessoa vitoriosa que supera muitos limites e passa a ser um exemplo para o próprio pai. “A capacidade de superação e de vencer os obstáculos é muito grande e um exemplo para mim. Lembrando de como o vi no berço, na UTI, pois não imaginava até que ponto iria evoluir. Hoje, com 21 anos, já tem suas escolhas definidas. Escolheu ser advogado. A sua determinação tem trazido bons resultados na sua vida, por estar fazendo aquilo que gosta”, testemunhou Jovani. 

Joan foi o primeiro caso de inclusão de pessoa com deficiência física no Movimento Escoteiro. "Entrou como Lobinho e saiu Pioneiro, entrou sendo empurrado em uma cadeira de rodas e saiu andando", observou Naimar Schnornberger, membro do Grupo Escoteiro Tupinambá, do Paraná.

Família é tudo

Joan tem uma irmã, a Giorgia, com 8 anos, que ama muito o irmão. É um amor recíproco. Para Joan, pois, a família é tudo. “Estou me formando em Direito porque tive apoio da família. A família é tudo para mim. Sei o quanto se dedicam por mim. Sem meus pais não conseguiria chegar aos 21 anos. Sou muito agradecido. Estou concluindo o curso de Direito e também estagiando na área, mas sempre com o auxílio de meus familiares. A minha mãe abriu mão de tudo para me ajudar. Conto diariamente com a ajuda e presença de meu pai”, frisou emocionado.

O Joan mora com sua família e estuda à noite em Pato Branco, cerca de 30 km de Coronel Vivida. Durante o dia faz seu estágio curricular na Delegacia de Polícia Civil da sua cidade, na função de auxiliar de escrivão. “Meu prazer é ajudar as pessoas na área jurídica e almejo exercer com ética a profissão que escolhi”, disse.

Além disso, outro elemento que vale destacar, é a fé em Deus manifestada pela família.  Participam de maneira ativa e consciente na comunidade cristã do bairro onde moram. O Joan recebeu todos os sacramentos, participando normalmente das turmas de catequese.

A história de vida Joan, de suas pequenas conquistas que se tornaram grandes vitórias, é mais um exemplo de amor e de superação de barreiras e preconceitos em prol de uma escolarização inclusiva, com a bela parceria entre família, escola, sociedade e igreja.

Obs. Matéria cedida para a revista Rainha dos Apostolos, será publicada na edição de dezembro 2019.

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