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Número de pessoas na extrema pobreza no Paraná quase dobrou em cinco anos, diz IBGE

O número de pessoas vivendo na extrema pobreza no Paraná quase dobrou entre 2013 e 2018, de acordo com o estudo Síntese de Indicadores Sociais (SIS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados na quarta-feira (6).

Conforme o estudo, no ano passado 305.949 mil moradores do estado viviam com renda mensal de até R$ 145. Em 2013, eram 163.310 pessoas nessa condição. Desde então, o indicador está aumentando ano a ano.

Em 2018, 1,5 milhão de moradores do Paraná estavam vivendo abaixo da linha pobreza, quando a renda domiciliar per capita é inferior a R$ 420. O número teve redução de cerca de 45 mil pessoas, no comparativo com o ano anterior - e de mais de 100 mil em cinco anos.

 

O Paraná e os estados do Sul do país estão entre aqueles que têm as menores proporções de pessoas em condição de pobreza e extrema pobreza. Mesmo assim, a renda de per capita de mais de 1,8 milhão de paranaenses está abaixo da metade do salário mínimo, de R$ 998.

Segundo o diretor do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, a situação só vai mudar com a retomada da economia e o aumento do número de empregos.

"Para os anos seguintes nós projetamos crescimento econômico de maior envergadura o que possibilitará resultados sociais mais relevantes", aponta.

 

Doações garantem comida em casa

 

Aos 80 anos, Elvira Araújo da Silva depende de doação de cesta básica para ter comida em casa. O dinheiro da aposentadoria dela não chega até o fim do mês.

"É uma bênção de Deus, aí chega as coisas na minha casa", afirma. Não fosse a doação recebida de uma igreja, ela diz que não teria nada para comer nesta quinta-feira (7).

A crise econômica tirou o emprego e também a renda que garantia a compra de alimentos para Jocimara Machado Barbosa e os quatro filhos. Atualmente, ela vive de bicos e ganha R$ 450 para sustentar a família.

A comida que ela recebeu de doação nesta quinta precisa durar o mês inteiro. "Mas dura, a gente come pouco. É muito difícil, mas a gente vai levando", conta.

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