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Briga dos números: APP diz que metade dos professores parou; SEED dá outros números da greve

Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná entraram em greve nesta segunda-feira (2), por tempo indeterminado, e de acordo com levantamento da APP-Sindicato cerca de 50% da categoria já aderiu à paralisação.

Mas, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed), os números são outros: 281 colégios aderiram parcialmente ao movimento até a tarde desta segunda e 43 escolas estaduais tiveram adesão total à paralisação. Ao todo, o estado conta com 2.143 escolas na rede pública.

A expectativa é que esse número aumente, nesta terça-feira (3), quando um grande ato do funcionalismo está marcado a partir das 9h com concentração na Praça do Homem e da Mulher Nu(a) (19 de dezembro), em Curitiba.

O secretário de comunicação da APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues, afirma que servidores de outras regiões do estado estão vindo para Curitiba participar do ato e que até mesmo servidores de outras categorias estarão presentes na mobilização. “Nós temos regiões com 4, 5 ônibus vindo para Curitiba e servidores de algumas universidades estaduais, como Maringá e Londrina, já aprovaram paralisações. Participarão do ato amanhã também servidores de outras categorias como agentes penitenciários e policiais civis”, disse Rodrigues que explica ainda que a greve tem duas pautas significativas, uma em relação à previdência dos servidores públicos e outra em defesa da educação pública.

“O governador, desde que assumiu o Governo do Estado, se nega a negociar com os servidores. Aconteceram várias retiradas de direitos, como o fim da licença-prêmio, esse projeto que destrói a aposentadoria dos servidores públicos, além de todo o ataque às escolas com o fechamento do ensino médio noturno e outras atitudes”, disse o secretário da APP-Sindicato.

Temistocles Vidal, do Sindicato Estadual dos Servidores Públicos da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins, conta que vários setores do funcionalismo público declararam indicativo de greve na semana passada e que além da questão da reforma da previdência, os servidores exigem reajuste salarial. “Na campanha eleitoral, o governador disse que podia fazer o reajuste, mas agora eleito alega que não tem condições de dar o aumento. Então tem essa questão salarial que estamos com perdas na casa dos 20% e agora ainda será aumentado o desconto para a aposentadoria com essa reforma”, defendeu Vidal.

A partir das 9h, os servidores começam a concentração para o ato na Praça do Homem e da Mulher Nu(a) (19 de dezembro). Já às 16h, após a mobilização, a categoria se reúne em uma assembleia, em frente ao Palácio Iguaçu, para avaliar os próximos passos do Sindicato.

 
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