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Professores ocupam praça do governo para protestar contra reforma; greve continua

Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná ocupam a Praça do Homem e da Mulher Nu(a) (19 de dezembro), em Curitiba, na manhã desta terça-feira (3). Em protesto contra a reforma da Previdência Estadual, que segue pelo segundo dia, os servidores afirmam que a paralisação será por tempo indeterminado até que haja algum diálogo com o Governo do Estado. O ato ocorrerá durante todo o dia.

Segundo a sindicalista Marlei Fernandes, coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais (FES), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Nacional, a qual o governo diz estar replicando, não é verdadeira. “Aqui no Paraná é mais complexa, retira mais direitos e, por isso, queremos debater. Por exemplo, quem ganha menos, vai pagar mais e quem ganha mais, vai pagar menos. O governo pode alterar isso, mas não quer nem conversar”, disse.

Esses protestos, por parte dos servidores estaduais,  já acontece há algum tempo e, de acordo com Márcio Gonçalves, diretor da Central Única dos Trabalhadores, a CUT, parecem ser a única linguagem que o governo entende. “É uma luta árdua que temos feito, inclusive com consequências dramáticas e físicas, como aconteceu naquele 29 de abril”, destacou.

“A necessidade é de resistir à esse projeto de previdência do Ratinho Junior, até mesmo porque entendemos que a reforma paralela ainda não foi aprovada pelo congresso. O governador poderia tirar de pauta esse projeto e esperar o que vai acontecer nacionalmente. Mas o diálogo é curto, não conseguimos conversar e o governo só entende a linguagem da paralisação”, reforçou Gonçalves.

Paralisação

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação do Paraná (Seed), 281 colégios aderiram parcialmente ao movimento até a tarde desta segunda (2) e 43 escolas estaduais tiveram adesão total à paralisação. Ao todo, o estado conta com 2.143 escolas na rede pública.

A expectativa é que esse número aumente nesta terça-feira (3), com o ato do funcionalismo a partir das 9 horas na Praça do Homem e da Mulher Nu(a) (19 de dezembro).

Já às 16 horas, após a mobilização, a categoria se reúne em uma assembleia, em frente ao Palácio Iguaçu, para avaliar os próximos passos do Sindicato.

 
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