Igreja Matriz São Roque de Coronel Vivida esteve lotada nas duas celebrações de Quarta-feira de Cinzas

Nesta Quarta-feira de Cinzas, início do tempo da Quaresma, foi celebrado duas missas na Igreja Matriz São Roque com a participação de centenas de fiéis. Os Padres da Paróquia São Roque, destacaram a importância da demonstração de fé da população, neste tempo em que vivemos o lançamento da Campanha da fraternidade 2020.

Tema da CF 2020: Fraternidade e vida: dom e compromisso..
Lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34).

É importante que haja esta participação maciça da comunidade também nas celebrações religiosas, para que haja o fortalecimento espiritual. Na Paróquia São Roque de Coronel Vivida, teremos uma vasta programação durante o período quaresmal, onde a comunidade é convidada a estar participando.

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As crenças e culturas da quarta-feira de cinzas

Em diferentes crenças e culturas, de lugares e épocas diferentes, as cinzas remetem a um estado de renovação. Como exemplo, pode-se citar a mitologia egípcia e grega, sob a perspectiva da famosa Fênix que ressurgi do pó, como ato de transformação em êxtase. Afinal, a palavra cinzas vem com o propósito de representar uma memória póstuma. Do mesmo modo, na crença católica, o rito de ser ungido por cinzas vem para simbolizar a conversão e o renascimento, necessários para se preparar para a ressurreição do Senhor. Como dizia em Gêneses, livro do Antigo Testamento, “tu és pó, e ao pó voltará” (3,19).

No Brasil, a celebração da quarta-feira de cinzas acontece sempre após ao carnaval, justamente pelo fato de que a partir desta data não é instruído que sejam realizadas festividades, por ser um período considerado como um luto, que mostra que é preciso reconhecer os pecados cometidos e mudar de vida. O catolicismo vê essa época como uma das mais importantes para realizar o ato de confissão e penitência.

A instrução para quem recebe as cinzas, após o ato, é de responder amém e entrar em oração e meditação. Lembrando sempre, que ao receber as cinzas o cristão reconheceu o quanto é fraco e que precisa da ajuda de Deus, que é um ser tão grande em vista de um ser humano tão pequeno. Na quarta-feira de cinzas, se reconhece a pequenez do indivíduo.

A ligação entre a simbologia das cinzas e a Quaresma

A Quaresma, de acordo com o calendário litúrgico, é um período de conversão e espera. Assim como Jesus passou 40 dias no deserto, católicos são convidados a jejuarem, meditarem e converterem seus corações em preparação para a Semana Santa, período considerado o mais importante para a Igreja Católica Apostólica Romana.

Durante esse tempo, as celebrações são mais simplistas. Enfeites na igreja não são necessários e o “Aleluia” e o “Glória”(hinos de louvor) não são cantados até o sábado de Aleluia. É um tempo litúrgico de humildade. Tempo de reconhecimento dos pecados, em que a cor dessa época é marcada pelo roxo, que reflete a penitência e a dor da aproximação da crucificação de Jesus Cristo.

Em vista disso, as cinzas são aplicadas no primeiro dia da Quaresma para representarem o espirito desse tempo. Como citado no Evangelho de Mateus, ”Não fostes capazes de vigiar comigo por uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca’ (26,40-41).

De onde vem as cinzas?

Como um ciclo anual, os ritos do período da Quaresma estão ligados uns aos outros e se renovam a cada ano. As cinzas utilizadas na missa, são originárias das folhas das palmeiras utilizadas na procissão do Domingo de Ramos do ano anterior. A ocasião, marca o primeiro dia da Semana Santa e está relacionado à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém contada em quatro evangelhos da Bíblia Sagrada, pertencentes ao Novo Testamento.

Após serem utilizados, os ramos são guardados e queimados até que de fato, virem cinzas. O vínculo entre esse gesto e a prefiguração da Páscoa é grande, onde todos são chamados a morrer dentro de si, para logo ressuscitar com Cristo. Também comprova que o calendário litúrgico de é um ciclo de fé que se renova a cada ano.

Quaresma e a Campanha da Fraternidade

A partir da quarta-feira de cinzas, muito se fala sobre a Campanha da Fraternidade. Tal fator se dá, pelo fato de que ela é lançada justamente, em conjunto com o começo da quaresma. Sendo assim, a ação é lançada anualmente e a cada 5 anos é feita de forma ecumênica (com participações externas).

A Campanha da Fraternidade é realizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Possui o objetivo de nesta época, em especial, promover a solidariedade, centrando-se nas escrituras dos evangelhos. Por meio dela, a igreja procura conscientizar as pessoas acerca das obras realizadas pelas instituições católicas e a responsabilidade que a religião tem de contribuir para uma sociedade mais justa.

Sempre visando por uma evangelização por amor e que- como o próprio nome já diz- busca educar de forma fraterna, a campanha teve seu início em 1961, quando alguns padres tentaram arrecadar fundos para ajudar a realizar atividades que promoviam a assistência de quem dela necessitava. Com o tempo a Campanha que começou pequena, se tornou grande e reconhecida. Até que teve uma estruturação formada em conjunto com o Concílio Vaticano II e lançada pela primeira vez de forma oficial em 1964.

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