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Número de candidatas tende a crescer, mas desafios na vida pública permanecem

As candidaturas femininas cresceram nos últimos anos, mas isso não reverteu na mesma proporção em representatividade nos cargos eletivos. A repórter Amanda Yargas ouviu especialistas que fazem uma análise dos preconceitos e dificuldades ainda enfrentados por mulheres na vida pública.

 30% dos recursos arrecadados pelos partidos políticos para as campanhas devem ser destinados a candidaturas femininas. Mas em 2016, último pleito municipal, a quantidade de mulheres disputando cargos eletivos ainda era baixa.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) registrou 1.096 candidaturas às 399 prefeituras do estado na época, mas apenas 107 eram de mulheres, ou seja, 9,76% do total.  Já para o cargo legislativo, o índice foi maior, com 33% das candidaturas encabeçadas por mulheres, mesmo assim, longe de uma equiparidade entre os gêneros. Apesar de o número de candidaturas de mulheres ter aumentado nos últimos anos, isso não tem tido um resultado efetivo na representatividade dos eleitos. A advogada especialista em Direito Eleitoral Juliane Bertholdi, ressalta que é necessário 3 vezes mais recursos para eleger uma candidata do que um candidato.

No cenário político, entre 192 países, o Brasil ocupa a 141ª posição em representatividade feminina. Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral, Guilherme Gonçalves, a cota de gênero existe desde 1997, mas só a partir de 2018, quando o Tribunal Superior Eleitoral entendeu que fraudar esta cota levaria a cassação de toda a chapa, foi que ela começou a ser levada a sério.

Apesar de as mulheres terem ocupado cada vez mais espaço nos ambientes profissionais, a participação delas na vida política ainda cresce de forma tímida. Para o advogado isso é reflexo de um sobrepeso nas tarefas domésticas e familiares.

A advogada Juliana Bertholdi acredita que a mudança neste quadro começa por reestruturações na tomada de decisão dos próprios partidos.

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