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Enquanto famílias esperam por transplante, cai o número de doares de medula óssea no PR

Com a pandemia, caiu o número de doadores de medula óssea e de sangue em todo Paraná. Para reverter a situação e salvar a filha que precisa de transplante, família lança campanha na internet e estimula a doação.

Você já parou pra pensar em como um simples ato seu, como o cadastramento para ser um doador de medula óssea, pode diretamente salvar a vida de uma pessoa? Pode por exemplo, salvar a vida da Isabela, uma criança de Curitiba, que vai completar 4 anos de idade em dezembro. Ela foi diagnosticada com uma doença rara e precisa do transplante de medula para vencer essa doença e ter uma vida longa e saudável. Caso não haja membros da família compatíveis para fazer a doação, o que ainda está em investigação, a Isabela vai precisar de um doador que faça parte do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, o Redome.

Ao enfrentar essa batalha com a filha e se dar conta de que há muitas outras crianças e famílias à espera de um doador, a mãe da Isabela, a médica Carolina Monteguti resolveu iniciar uma campanha na internet, que tem ganhado rapidamente muitos adeptos.

Com a pandemia do novo coronavírus, o número de novos registros para doação de medula óssea no Paraná caiu significativamente. Para se ter uma ideia, segundo informações do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná, o Hemepar, só em Curitiba, no ano passado, entre janeiro e setembro, foram realizados 3608 cadastros no Redome. Nesse ano, no mesmo período, o número caiu para 2348, ou seja, uma queda de pelo menos 35%.

Para se cadastrar como possível doador é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar com a saúde em dia. A partir da coleta de 10 ml de sangue, é feita a inscrição do voluntário junto ao Redome. Ele recebe um cartão de identificação, com o nome e o número do registro.

Quem quiser se cadastrar no Redome, deve procurar o hemocentro mais perto do local onde mora. Caso seja considerado compatível, o voluntário é então chamado para a fazer a doação.

A bióloga do Hemepar Jaqueline Morcelli Castro, responsável por encontrar doadores compatíveis, conta que além de fazer o cadastro para doação, é necessário manter o cadastro sempre atualizado, já que infelizmente é comum acontecer de encontrar doador compatível, mas ele não ser localizado.

Segundo informações do Hemepar, com a pandemia, caiu também de forma geral a doação de sangue em todo o estado. O órgão pede inclusive que a população volte a fazer mais doações, já que todo atendimento é feito de forma segura para evitar aglomeração de pessoas. Para a doação de sangue, é necessário fazer agendamento. Já para o cadastramento para a doação de medula óssea, basta ir até o hemocentro e solicitar o cadastro no Redome.

Para mais informações sobre a doação de medula posse ou doação de sangue, basta acessar hemepar.pr.gov.br ou redome.inca.gov.br.

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