O PEDÁGIO É CONSENSO NO SUDOESTE, DESDE QUE COM TARIFAS BAIXAS

A busca de um novo modelo de pedágio, que garanta boas estradas duplicadas, e tarifas justas, foi o tema de audiência pública realizada na sexta-feira (19) em Francisco Beltrão, no auditório da Amsop. A instalação de praças de pedágio na região gera incerteza na população, mas a maioria dos participantes da reunião sabe que o pedágio será benéfico para o desenvolvimento do Sudoeste, desde que com tarifas justas, que não onerem ainda mais a cadeia produtiva.

O encontro foi presidido pelo deputado Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia, acompanhado do coordenador da Frente Parlamentar, deputado Arilson Chiorato (PT), e teve a presença de um grande número de deputados, prefeitos, vereadores, lideranças e representantes de entidades do setor produtivo.

Esse novo modelo de concessão de estradas foi todo ele formulado pelo Governo Federal. Agora, a Assembleia vai ter de aprovar esse novo modelo para que ele possa entrar em vigência.

Serão 140 km de rodovias pedagiadas no Sudoeste, que não possui praças de pedágio na concessão atual. Para Traiano, existe um consenso de que o pedágio é necessário. “A questão é encontrar uma fórmula que atenda as demandas da população e do setor produtivo por infraestrutura, boas estradas, com uma modelagem que não imponha um custo excessivo que prejudique a produção e os usuários como o que vivemos nas últimas décadas. O papel da Assembleia é fazer a mediação entre os usuários, o Governo Federal, e as empresas”, disse.

Para a região Sudoeste do estado, nomeado como Lote 6, o modelo de pedágio apresentado pelo Governo prevê três novas praças de cobrança, localizadas nas regiões de Pato Branco, PR-280, com valor de R$ 8,06; Ampere, PR-182 com tarifa de R$ 8,62; e Lindoeste, BR-163 com tarifa de R$ 11,46. Ao todo, segundo o modelo apresentado, serão R$ 30 bilhões de receitas em 30 anos de contrato, sendo que R$ 8,4 bilhões para investimentos e R$ 6,6 bilhões destinados para a operação. A proposta do Governo Federal prevê execução de duplicações e obras a partir entre o 3º e o 9º ano de contrato.

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